sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Joaçaba ganhando mais uma de Caçador ???

O site de notícias "Bom Dia Santa Catarina" está informando:

Região da Ammoc ganha campus da Udesc que será instalado em Joaçaba

“Uma grande vitória para toda a região da Ammoc e não podemos deixar de parabenizar a prefeita de Catanduvas Gisa Giacomin pelo desprendimento, pois ela concordou em abrir mão do campus e apoiar Joaçaba quando percebeu que a região seria prejudicada”. Esta foi a declaração do presidente da Ammoc e prefeito de Herval d’ Oeste Nelson Guindani sobre a decisão oficial da Udesc em instalar o campus em Joaçaba. “Isso foi o resultado de meses de trabalho em conjunto com todos os prefeitos da Ammoc”.

A decisão foi tomada em reunião na manhã desta sexta-feira (18) no campus da Udesc em Lages com a presença do pró- reitor da instituição professor Marcus Tomasi. Participaram as oito SDRs interessadas: Joaçaba, Campos Novos, Concórdia, Curitibanos, Seará, Videira, Caçador e Xanxerê, representantes de cinco associações de municípios e os prefeitos que colocaram as suas cidades à disposição para sediar a Universidade.

Conforme Guindani a definição por Joaçaba foi baseada em critérios técnicos, entre os principais a sustentabilidade e a localização geográfica. “Foi feito um debate muito bom, a Ammoc esteve presente em todas as reuniões, para pleitear o campus, as tratativas para instalação da Udesc iniciam no próximo ano e a expectativa é que ela já entre em funcionamento em 2011”.

A escolha de Joaçaba como sede da Udesc contou com a aprovação de todos os secretários regionais presentes que analisaram os critérios. Guindani garante: não há volta, Joaçaba é oficialmente sede do campus da Udesc na região Meio Oeste. “Nosso objetivo desde o início foi fazer um trabalho em prol de toda a nossa região. Foi uma grande conquista. A maior do ano, como presidente da Ammoc”. Conforme Guindani a partir de agora a região vai trabalhar no sentido de fazer com que o governador encaminhe para a Assembléia Legislativa do Estado o projeto aumentando o percentual do orçamento da Udesc para que ocorra a implantação em Joaçaba.

Pontuação por regional:

Joaçaba 93,33%
Videira: 89,33%
Caçador: 86,67%
Xanxerê: 84,00%
Concórdia: 82,33%
Campos Novos: 70,33%
Curitibanos: 68,67%
Seara 45,33%

Se você duvida, confira em: http://www.bomdiaoeste.com.br/educação.html

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Com 2/3, Assembléia aprova a mudança de UnC para Uniarp

A Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador realizou na noite de 15 de dezembro de 2009 a sua última reunião com esta denominação. Alcançando a maioria de 2/3, a Assembléia decidiu pela não unificação à Fundação Universidade do Contestado, sacramentando, com isso, a mudança do seu nome para Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe - Funiarp, e a retirada desta Instituição da Universidade do Contestado - UnC, com a criação de uma nova unidade de ensino em Caçador, a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe - Uniarp.

Da nossa parte, paramos aqui - 15 de dezembro - a luta que desenvolvemos, no campo administrativo e no campo judicial, na defesa da integridade da Universidade do Contestado e em defesa da manutenção da UnC no campus que foi construído para ela. No decorrer de três meses, desde setembro p.p., por solicitação dos alunos, professores e funcionários que constituem a verdadeira comunidade acadêmica de Caçador, postamo-nos na frente da primeira linha dos defensores da UnC (até porque a UnC foi criada em Caçador pelos caçadorenses), vivemos momentos tristes e alegres, perdemos algumas batalhas e ganhamos algumas outras, até que o outro lado venceu.

Esperamos que as duas mantenedoras das duas instituições acadêmicas - a UnC (permanecendo ou não em Caçador) e a Uniarp (funcionando no campus que era UnC) -  por seus futuros dirigentes, que serão empossados em janeiro de 2010, venham a conviver em harmonia, tanto nos próximos 16 meses, enquanto conseguirem manter os status de universidades, quanto depois disso, caso obtenham recredenciamentos como universidades ou venham a ser centros universitários. Se começarem disputa pela posse dos cursos de graduação, lembrem dos alunos atuais e dos futuros alunos, pois são eles são a razão de ser das duas instituições.

sábado, 12 de dezembro de 2009

O jogo do "um erro"

Que tal fazer o jogo do "um erro" diante destas duas fotos:

ANTES DE 4 DE DEZEMBRO:


DEPOIS DE 4 DE DEZEMBRO:

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Assembléias da Fundação UnC-Caçador


O Diretor-Presidente da Fudação Universidade do Contestado Campus de Caçador assinou editais de convocações para assembléias gerais extraordinárias da Instituição, marcadas para terça-feira dia 15 de dezembro, uma atrás da outra, na mesma noite, para tratar de assuntos vários, inclusive para tentar ressuscitar o plano de transformar a Fundação UnC Caçador em Funiarp e de insirir Uniarp em vez de UnC-Caçador, idéia, aliás, com efeitos supensos pela Justiça.


Alunos, professores e funcionários, lembram que, para realizar a assembléia anterior, que teve efeitos suspensos, o mandante-mór da Instituição determinou cerrar o expediente da Universidade, mandou fechar os portões do campus com correntes e cadeados, reforçou a vigilância e chamou a Polícia Militar, que ali se impôs com cavalaria, cães amestrados, escopedas, camburão, e muita cara fechada, como se o povo (leia-se comunidade acadêmica) fosse criminosa e estivesse colocando em risco a segurança nacional. As fotos são as testemunhas. Revejam:











Isso aí marcou! Agora é só para recordar, pois recordar é viver!

Caçador lidera pontuação para a UDESC

Critérios definidos para a escolha da cidade sede da Udesc no Meio-Oeste Catarinense


Prefeitos e representantes das Secretarias de Desenvolvimento Regional que disputam um campus da Udesc no Oeste e Meio-Oeste catarinense, estiveram reunidos na tarde de ontem (09/12) na sede da universidade, em Florianópolis. A reunião serviu para definir os critérios de escolha das cidades que pleiteiam o campus.

A universidade informou seus critérios aos presentes, destacando que Infraestrutura, posição geográfica, número de instituições de ensino superior, número de alunos no ensino médio e IDH são prioritários. O grupo que esteve no encontro conseguiu incluir a sustentabilidade do campus.

Nos itens acima, Concórdia está classificada na 6ª posição, atrás de Caçador, Videira, Joaçaba, Campos Novos, Curitibanos e a frente de Seara e Xanxerê. Para reverter a situação o grupo de Concórdia, representado pelos secretários, Valmor Fiametti e Jairo Sartoretto e o vice-prefeito Neuri Santhier com o apoio dos demais, sugeriu com o aceite da UDESC o seguinte:

1 - Até o dia 15 de dezembro todas as SDRs e Associações irão sugerir outros critérios;

2 - De posse desses critérios a UDESC dará um retorno para as SDRs e Associações que deverão em reunião a ser realizada no dia 16 de dezembro na cidade de Curitibanos, definir por consenso a cidade que deverá sediar o campus;

3 - Se não houver este consenso, continua marcada a reunião para o dia 22 de dezembro na cidade de Piratuba conforme entendimento anterior.

No início da semana o reitor da Udesc Sebastião Lopes Melo, voltou a dizer que a escolha do município sede no meio-oeste será técnica e que o voto dos conselheiros regionais só será decisivo se houver empate entre os municípios, após a avaliação dos critérios técnicos. Desde o início das discussões, a reitoria da Udesc vem dando prioridade a três cidades: Joaçaba, Caçador e Videira.

Fonte: Jornal Mídia MaisOnline, de Concórdia

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Justiça esclarece: em Caçador não existe Uniarp e sim UnC

Em comunicado à imprensa, publicado na primeira página da edição de 7 de dezembro do jornal “Folha da Cidade”, o MM. Juiz de Direito da Comarca de Caçador, Fernando Speck de Souza, prestou esclarecimentos à população acerca da sua decisão proferida no dia 3 p.p., quando suspendeu os efeitos das assembléias realizadas em outubro pela Fundação UnC-Caçador, ou seja, suspendeu os efeitos da mudança de nome para Funiarp e Uniarp.

No esclarecimento, o magistrado deixa claro “que não negou, de modo algum, à UnC Caçador, o direito de unificar-se com os demais campi da Universidade do Contestado”

Mais: deixou claro que “[...] com a suspensão dos efeitos do novo estatuto, a universidade continua funcionando, porém na condição pretérita, ou seja, com o nome UnC Caçador e com base no estatuto de 1998”.

Também informa que nada impede que a Fundação UnC-Caçador realize nova assembléia... mas, “caso não obtido o consenso entre os envolvidos, o tema será objeto de apreciação na sentença final”.

Entre outras considerações, também esclarece que a ação judicial prossegue, sujeita a agravos de ambas as partes envolvidas, o que, aliás, já está acontecendo. Vale salientar aqui, que o MM. Juiz de Direito, em sua sentença, notificou outras partes com o que, para o seu pronunciamento final, aguardar-se-ão as manifestações do MEC, do CEE/SC, da UnC e do Ministério Público. Portanto, só após a sua decisão final é que haverá sentença final!!!

Diante disso, o que foi determinado (melhor, restabelecido) pela Justiça, para existir em Caçador – desde dia 3 de dezembro – é Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador (e não Funiarp) e Universidade do Contestado – UnC (e não Uniarp).

Agir diferente, desde dia 3, é ir contra a decisão judicial!

UnC: Tudo indica que só resta um caminho !!!

Recebi correspondência nesta quarta-feira, 9 de dezembro, do advogado Douglas Phillips Freitas (OAB 18167), informando sobre a reunião realizada ontem, dia 8, em Florianópolis, na sede do Ministério Público do Estado de Santa Catarina e esclarecendo seus resultados, dela tendo participado o Promotor Público da 25ª Promotoria de Justiça da Capital e os dirigentes da Universidade do Contestado.

Este advogado está defendendo a causa da manutenção da integridade da Universidade do Contestado. Esclareço: estamos defendo a instituição UnC. Se alguém tiver interesse em manter contato com o advogado, até para obter maiores informações, pode contatá-lo pelo celular 48 9925 6938 ou pelo e-mail: douglas@douglasfreitas.adv.br.

O teor da mensagem é este:

“Caro Senhor Nilson, estive na reunião última com o promotor de justiça da 25ª promotoria nesta última segunda-feira. A situação que ele passou é a seguinte (e neste sentido será seu parecer...)

1. Os cursos autorizados pelo MEC (ou seja, o Conselho de Educação não tem esta legitimidade, ele apenas regulamenta funcionamento e outras atribuições) são da UnC, não das Fundações que a ela estavam vinculadas.

2. Com a unificação das UnC (reitoria e fundações), iniciou a regularização exigida pelo ministério público, assim, os cursos são da UnC/Unificada, agora;

3. com a decisão que obtivemos, o Ministério Público foi enfático que:

a) se a Fundação UnC/Caçador votar por se integrar a UnC/unificada, passa a valer o estatuto desta, os professores e funcionarios da Fundação UnC/Caçador são automaticamente convertidos em funcionários e profesores da UnC/Unificada;

b) se a Fundação UnC/Caçador votar por não se integrar a UnC/Unificada, não poderá oferecer nenhum curso de primeiro semestre e não poderá dar continuidade nos cursos já existentes, tendo que a UnC/Unificada fazer o seguinte:

b.1) realizar convênio com a Fundação UnC/Caçador ou locar outro espaço em Caçador para dar continuidade nas aulas;

b.2) realizar a re-matrícula de todos os alunos, agora com a UnC/Unificada;

b.3) realizar convênio com a Fundação UnC/Caçador para PROVISÓRIAMENTE ceder professores e funcionários, sendo que o quanto antes, deverá a UnC/Unificada realizar contratação de todo mundo porém por processo seletivo (concurso), não podendo simplesmente contratar os funcionários da Fundação UnC/Caçador;

c) se a Fundação UnC/Caçador virar UNIARP de novo, a situação é a mesma que acima, só com um agravante, não poderá ceder nem professores, tampouco funcionarios, devendo assumir o custo de todos.

ENFIM, ou a Fundação UnC/Caçador unifica à UnC/unificada ou não poderá funcionar, nem ofertar novas turmas, nem continuar as turmas antigas.

PARA QUE ESTE PROCEDIMENTO SE DÊ DE FORMA ADEQUADA, o promotor já disse que vai pedir a Intervenção de Caçador para que seja esclarecido essas questões de forma adequada aos votantes e das consequencias de não quererem se unificar.

FALOU AINDA que a decisão liminar que conseguimos foi a última chance da Fundação UnC/Caçador em se unificar, pois como estava, UNIARP teria que se organizar junto com a UnC/Unificada em PROIBIR a continuidade das atividades e a EXIGÊNCIA da UnC/Unificada, por sua vez, na continuidade dos serviços por convênio ou noutro local.

A decisão, na verdade, ao anular aquelas assembléias por irregularidades DEU A CHANCE da Fundação UnC/Caçador em se integrar a UnC/Unificada, mas se não fizer, as consequencias serão aquelas acima ditas”.

Nilson Thomé, 09/12/2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sobre "notícias" a respeito da UnC-Caçador

Florianópolis/SC, 4 de dezembro de 2009.

A
Ilma. Sra. Angela Cardoso
ASSESSORIA DE IMPRENSA
UnC-Caçador

Prezada Senhora,

Ao cumprimentá-la, venho por meio deste, como sendo advogado dos autores da ação n. 012.09.007168-0 (Nilson Thomé e outros x UnC), nesta comarca, com decisão proferida no último dia 3 de dezembro, MANIFESTAR-ME sobre a nota publicada sob sua responsabilidade no dia de hoje entitulada "DECISÃO DE JUIZ NÃO AFETA ANDAMENTO DA UNIARP".

Ao contrário do que se vinculou na nota de sua autoria, a decisão judicial (publicada no link: http://cacador.tj.sc.gov.br/cpopg/pcpoResultadoPG.jsp?CDP=0C0001XBJ0000&nuProcesso=12090071680&nuRecurso=0&cbPesquisa=NMPARTE&cdForo=12), proferiu claramente que:

a) suspender dos efeitos da Assembléia Geral Extraordinária do dia 6 de outubro de 2009, não convalidade pelo seguinte; b) suspender os efeitos da Assembléia Geral Extraordinária de 21 de outubro de 2009, oportunidade em que foi aprovado o novo estatuto da requerida (Uniarp); e, c) determinar a expedição de ofício ao 1º Tabelionato de Protestos de Caçador, a fim de que averbe esta decisão à margem do registro do novo estatuto de modo a suspender seus efeitos [...]

Ou seja, a UNIARP até o trânsito em julgado desta ação ou cassação da liminar NÃO EXISTIRÁ MAIS voltando a ser FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO CONTESTADO - CAMPUS UNIVERSITÁRIO CAÇADOR - UNC, já que todos os atos realizados a partir da assembléia de 6 de outubro de 2009, inclusive esta, FORAM ANULADOS PELA DECISÃO acima.

A única observação que beneficia aos interesses daqueles que querem a dissolução da UNC e consolidação da UNIARP é que o douto magistrado Fernando Speck de Souza, entendeu que não há impedimento da realização de novas assembléias, sendo que estas deverão, conforme ditou, primeiro discutir se farão ou não a unificação com os outros campus para depois decidir em transformar a UnC em UNIARP.

Ressalvou ainda, o emérito magistrado, em sua decisão, que um dos motivos pela anulação das assembléias anteriores e que, se repetir tal prática, acontecerá nas assembléias posteriores, é que para decidir ou não sobre a unificação, bem como, sobre a conversão da UnC em UNIARP é necessário 2/3 de todos votantes, não do quorum presente, como se realizou nas assembléias anuladas.

ENFIM:

a) a UNIARP não existe mais, já que fora citada no fim deste dia;
b) o registro da UNIARP será cancelado junto ao registro civil;
c) todos os atos prejudiciais realizados pela UNIARP não serão validados;
d) volta a UNIARP a ser UNC, inclusive voltando a valer o antigo estatuto;
e) o vestibular, a requerimento das partes e de intenção da UNC deixará de ser da UNIARP e passará a ser da UNC, já que trata-se de ato benéfico;
f) os alunos matriculados continuam a ser alunos da UNC não mais da UNIARP como esta entendia que eram.

PORTANTO, requeiro que seja divulgada aos mesmos meios de comunicação, bem como, a mesma listagem de e-mails que anteriormente divulgasse a nota acima contestada, as observações aqui realizadas, sob pena de descumprimento das régras éticas que regulamentam sua profissão e a tomada das medidas cabíveis para o respeito a estas regras contra sua pessoa e de todos que validarem ou divulgarem tal notícia sem a devida correção na informação.

Nestes termos, fico à disposição.

Douglas Phillips Freitas
Advogado. OAB/SC 18.167

PS.:  São regras éticas de seu estatuto que não estão sendo cumpridas:
Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas;
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

Art. 7º O jornalista não pode:

II - submeter-se a diretrizes contrárias à precisa apuração dos acontecimentos e à correta divulgação da informação;

III - impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de idéias;

Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado por terceiros, caso em que a responsabilidade pela alteração será de seu autor.

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão Nacional de Ética.

Uma das razões por defender a integridade da UnC caçadorense



Mesmo somando a potencialidade dos seus cinco campi – em Caçador, Canoinhas, Concórdia, Curitibanos e Mafra (com a cota de 20% para cada um) – mais a dos núcleos – em Fraiburgo, Porto União, Seara e Rio Negrinho – a entidade Fundação Universidade do Contestado ainda não conseguiu (em setembro de 2009) alcançar as condições mínimas para que o ente acadêmico, a Universidade do Contestado, possa ser caracterizado como uma universidade de fato, pelas deficiências que contêm, ainda que a UnC esteja registrada como uma universidade de direito, pois ela foi legal e legitimamente organizada e autorizada em 1990 pelo Conselho Federal de Educação, reconhecida em 1997 e teve seu reconhecimento renovado em 2005 pela Conselho Estadual de Educação – CEE/SC.

Pelo que se sabe e informações que se tem, daqui a um ano e meio ou dois anos – até final de 2011 provavelmente – a UnC deverá passar por nova avaliação, para ter seu reconhecimento ratificado, com a renovação do seu credenciamento, possivelmente pelo mesmo CEE/SC.

Como são pessoas inteligentes, os dirigentes das entidades perceberam que, do jeito em que estava (e ainda está) organizada, jamais a UnC chegaria lá, à almejada renovação de credenciamento. Na parte pedagógica (acadêmica), pode-se dizer que estava quase tudo bem. Mas, a instituição vinha sendo gerenciada desordenadamente à vista dos poderes locais concentrados por causa da descentralização operacional da parte administrativa e financeira. A máquina administrativa estava muito pesada, multiplicada por seis sem necessidade.

Diante disso, todo o pessoal envolvido, seja na mantenedora Fundação UnC, seja na mantida UnC, estava se mobilizando desde 2008 para modernizar o sistema, objetivando buscar, reunir e dispor das condições para a almejada renovação, destacando-se:

- Para 2011, a UnC necessitará dispor de três (3) programas de Mestrado em funcionamento e de um (1) programa de Doutorado também em funcionamento. Só plano ou promessa de vir a fazer não vale. Porém, hoje ela só tem um programa de Mestrado, funcionando em Canoinhas. Mesmo assim, poderá atender a este quesito ainda em tempo.

- Para 2011, a UnC deverá possuir seu quadro de professores contemplado com a exigência de ter 1/3 dos professores com pós graduação stricto sensu, ou seja, de mestres e doutores, e de ter 1/3 dos seus professores contratados em regime de tempo integral. Hoje não tem, mas poderá ter, pois na soma de todos os campi e núcleos, falta bem pouco para isso.

- A partir de 2010, a UnC deverá estar sendo mantida por um único ente jurídico, ou seja, possuir apenas uma inscrição no CNPJ e um só registro no Ministério da Educação, tendo referência único nas repartições federais, com isso alcançando, para 2011, uma substancial redução de custos operacionais e uma almejada agilização administrativa.

- Imediatamente: comprovação da existência de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), Projeto Pedagógico completo da Instituição (PP), vigência de Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), procedimentos de auto-avaliação em vigor, declarações sobre missão, oferta de educação a distância, projetos de pesquisa em desenvolvimento, trabalhos de extensão, etc., etc. etc.

Então, está claro que até setembro de 2009, mesmo com a participação de Caçador, que representa cerca de 20% (ou 1/5) do potencial do chamado “sistema UnC”, a Instituição UnC não conseguiu reunir todas as condições para “ser” uma universidade de fato, como deveria ser, mas, poderá sim alcançar as metas até 2011, desde que cumpra as exigências, que seja unificada, enxugada, simplificada, e que seja dinamizada.

Com a propalada “independência de Caçador”, ou seja, a retirada de Caçador do sistema UnC, quer criar-se uma outra universidade, anunciada como Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – Uniarp, a partir da alteração da denominação da mantenedora, Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador (Fundação UnC-Caçador) para Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Funiarp). Ressalte-se aqui que os primeiros atos em outubro desta iniciativa foram declarados suspensos pela Justiça.

Com esta imaginada “independência” de Caçador, com este campus levando junto os 20% a que tem direito, o sistema UnC ficaria apenas com 80% deste potencial.

Se a Universidade do Contestado (incluindo Caçador), com 100% do seu potencial, ainda não conseguiu reunir todas as condições para assegurar o recredenciamento em 2011 – mas poderá vir a assegurá-lo se unida – alguém aí, em sã consciência, acredita que a propalada Uniarp (com apenas o 20% do todo) o conseguirá comprovadamente no prazo de 180 dias que lhe teria sido dado pelo CEE/SC no ato que hoje está com seus efeitos suspensos pela Justiça?

Pior: se a UnC, com 100% do potencial atual ainda não conseguiu preencher todos os quesitos, alguém acredita, em sã consciência, que com menos a parte dos 20% de Caçador, ou seja, com os restantes 80% a UnC o conseguirá plenamente até 2011?

Com esta não-iluminada “idéia” de tirar Caçador da UnC, ao invés de vir a ter uma universidade “só de Caçador”, na realidade, Caçador poderá ficar sem a universidade que existe hoje – no caso, a UnC – e assim não terá mais universidade daqui a 180 dias e estará contribuindo para que em 2011 a UnC também não venha a ser recredenciada... e com isso, Caçador e a Região do Contestado não mais terão, nem duas e nem uma universidade... no máximo poderão vir a ter dois “centros”, uma catalogação de status pouco relevante perante a Educação Superior nacional e sem nenhum reconhecimento a nível internacional (a figura do “centro” é coisa de brasileiro) ou terá, no mínimo, duas faculdades, com alguns cursos: a C e a Arp, sem os “Uni”.

Está é, basicamente, uma das razões pelas quais continuamos lutando em defesa da integridade da Universidade do Contestado – a nossa UnC – instituição idealizada por caçadorenses, criada em Caçador, com sede em Caçador, uma instituição não egoísta pois contempla a co-participação das cidades irmãs de Canoinhas, de Concórdia, de Curitibanos e de Mafra, que agora necessita ser unificada administrativamente como já é unificada pedagogicamente há vinte anos.

Não vamos jogar no lixo o fruto do trabalho de vinte anos de construção da UnC. Não há razões sérias e concretas para isso... a não ser que prevaleça aqui o ressurgimento do coronelismo, a imposição do capital sobre a ciência, o esmagamento do dinheiro sobre o conhecimento, do sobreposição do bairrismo sobre a razão.


Senhores futuros dirigentes da UnC: escutem a voz do povo, dos alunos, dos funcionários, dos professores e de grande parte da sociedade, que ama a UnC. Ainda há tempo para tornar sem efeito não só os atos praticados pelos atuais dirigentes, como fez a Justiça, mas também os atos praticados nas outras fundações que completam o sistema UnC. Por favor: sentem à mesa no decorrer desta semana, discutam suas questões, resolvam seus problemas, eliminem suas diferenças, acertem-se e deixem a UnC viver!!!

Nilson Thomé, 07/12/2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Manutenção da UnC em Caçador

A manutenção da UnC em Caçador está dentro das possibilidades, porque a Universidade do Contestado continua sendo também de Caçador e dos caçadorenses. Conciliação entre divergentes ainda é possível: pode acontecer! basta querer!

Nesta crônica, vou insistir numa tecla, a respeito da audiência realizada com o Dr. Fernando Speck de Souza, sexta-feira dia 4 de dezembro, quando pedi-lhe que atuasse como mediador extraordinário em encontro a ser promovido na semana de 7 a 11 de dezembro, na Sala de Audiências do Fórum de Caçador, entre os futuros dirigentes da Fundação UnC, mantedora da Universidade do Contestado, e os futuros dirigentes da Fundação UnC-Caçador, co-mantenedora no Campus de Caçador da UnC (todos de hipotética gestão de 2010 em diante), numa tentativa de reaproximação das partes, visando a tão almejada unificação administrativa e confirmação da manutenção da Universidade do Contestado em Caçador e em toda a região, dentro de um novo modelo, que atendesse aos interesses de todos, ao que o MM. Juiz de Direito concordou e se dispôs a mediar, junto ao Ministério Público do Estado.

Ficou visto um problema, o de que ali não estavam presentes para decidir sobre a futura reunião os dirigentes das duas instituições (exceto um, que, segundo foi informado, estaria cotado ser o futuro presidente a partir do ano que vem). Mesmo assim, o Dr. Fernando Speck de Souza encerrou a reunião no final da tarde de sexta-feira, deixando no ar a expectativa da realização desta reunião entre futuros dirigentes em sua sala no decorrer da semana.

Particularmente, entendi que ali reabriam-se as portas para entendimentos em prol de soluções para a crise criada na Educação Superior em Caçador. Os advogados e o dirigente comprometeram-se em conversar com seus colegas da diretoria da Fundação UnC-Caçador e eu comprometi-me a conversar com os prováveis futuros dirigentes da Fundação UnC e da UnC. Então, imediatamente, através do companheiro co-autor da ação judicial, prof. Vilson Pohlenz, informamos os acontecimentos ao pessoal da Fundação UnC e da Reitoria da UnC, que responderam estar à disposição para vir a Caçador à programada reunião, no dia a ser marcado.

Para surpresa nossa, três horas depois do encontro com o Juiz, é lançada uma nota na UnC-Caçador / Uniarp, informando que “a diretoria da Fundação já convocou nova assembléia para ratificar as decisões tomadas” – sem expor a data e a pauta – ou seja, informando que a diretoria da restaurada Fundação UnC-Caçador (que tentou ser Funiarp numa das assembléia que teve suspensos seus efeitos) já havia convocado nova Assembléia. Esta medida da “direção da Fundação” – a nota não diz qual delas – foi tomada minutos depois de um dos dirigentes ter se comprometido em antes realizar a reunião com os futuros dirigentes da Universidade do Contestado e da nova Fundação Universidade do Contestado, na tentativa de se chegar a uma viabilidade de unificação e/ou até de acordos operacionais... vindo assim, com este anúncio que foi remetido à imprensa paga - e que publicou no sábado - mais uma vez a atropelar o processo.

Mesmo com o atropelo, acredito na inteligência das pessoas, que saberão honrar suas palavras, e que se dedicarão a participar de uma ampla e aberta discussão no decorrer desta semana, antes de realizar qualquer próxima Assembléia da Fundação UnC-Caçador. Seria inocência minha confiar na possibilidade de a UnC ser mantida em Caçador e no Contestado?

Em seguida, produzirei uma crônica, expondo porque luto (ainda) com veemência pela integridade da Universidade do Contestado em Caçador, usando a única “arma” que disponho, a palavra livre...


Nilson Thomé, 6 de dezembro de 2009.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Todos querem o Campus da UDESC do Centro-Oeste

Associações e SDRs definem critérios da escolha para entregar à Universidade


Os prefeitos que representam as oito associações de municípios que disputam a sede da Udesc estiveram reunidos nesta sexta-feira, dia 4, em Joaçaba. Acompanhados pelos secretários regionais de Concórdia, Seara, Xanxerê, Joaçaba e Campos Novos, eles definiram os critérios para a escolha da sede.

Durante o encontro, Ponte Serrada e Campos Novos entraram de vez na disputa pela sede junto com Concórdia, Caçador, Joaçaba e Videira. Mas, até o dia 22 de dezembro, data da reunião decisiva em Piratuba, muita coisa ainda pode mudar. Pelo menos, o encontro serviu para definir alguns critérios para a escolha que segue a vontade do Luiz Henrique Da Silveira.

Segundo as definições, a coordenação do processo de votação será feita pelo diretor de gestão da Descentralização, Túlio Tavares. Cada município terá direito a cinco votos, sendo que um é o do secretário regional de cada SDR. O sistema de escolha será através do voto secreto. Na reunião ainda ficou definido que cada município terá 10 minutos para apresentar a candidatura.

Esses critérios serão entregues para a direção da Udesc, que defende uma escolha técnica e não política, na próxima quarta-feira, dia 9, pelos secretários regionais e prefeitos que presidem as associações de municípios envolvidos no processo.

Conforme o secretário de Desenvolvimento Regional de Concórdia, Valmor Fiametti “vamos querer saber também da Udesc quais os seus critérios, que quando anunciados, elegeram Joaçaba, Videira e Caçador e deixaram Concórdia de fora".

O secretário Fiametti destacou também que "o acréscimo no orçamento da Udesc, através de emenda a constituição garantida pelo Governador para 2010, só foi aprovada graças ao empenho de todo o grupo. Isso significa que a universidade deve levar em consideração este aspecto no momento de definir suas estratégias".
As secretarias regionais de Curitibanos, Videira e Caçador não compareceram ao encontro.
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Fonte: Jornal Mídia Mais Online, de Concórdia

Concurso Vestibular Uniarp 2010 terá validade para a UnC

Diante da decisão do MM. Juiz de Direito da 1ª vara Cível da Comarca de Caçador, expedida a 4 de dezembro, de atender parcialmente nosso requerimento dos Autos n. 012.09.007168-0, que suspendeu os efeitos das assembléias gerais extraordinárias da Fundação UnC-Caçador de 6 de outubro e de 21 de outubro últimos, por nossa própria conta tomamos a iniciativa – eu, Nilson Thomé, co-autor da ação judicial, e meu colega de trabalho Ludimar Pegoraro (ambos membros da Assembléia da Fundação UnC), de pedir audiência com o Dr. Fernando Speck de Souza, com a finalidade única de solicitar ao magistrado que, diante da “suspensão dos efeitos das assembléias”, mesmo assim, fosse declarada validade ao processo de concurso de vestibular de verão 2010, desencadeado pela “suposta” Uniarp.

Na audiência concedida, às 16 horas da tarde de 4 de dezembro, em síntese, pessoal e verbalmente, requeri ao MM. Juiz de Direito que, em que pese a sua determinação de “suspensão dos efeitos das assembléias”, fosse por ele tomada uma atitude declaratória de que este concurso vestibular 2010, mesmo conduzido em nome de uma instituição educacional “fantasma” (a Uniarp, no caso), fosse revestido de todas as formalidades legais, para que os alunos nele inscritos pudessem vir a realizar as provas e, se aprovados, serem considerados aptos a ingressar na Educação Superior em Caçador, no primeiro semestre de 2010, nas turmas iniciais dos cursos oferecidos, sejam eles em nome da UnC ou em nome da Uniarp – isso a ser decidido ao final da ação judicial – já que, a partir deste momento, todos os processos empreendidos sob a denominação de Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe, devessem ser entendidos estar sob judice.

Ouvindo nossa exposição de motivos, o Dr. Fernando Speck de Souza declarou que, em havendo embargo da sua decisão inicial por parte dos advogados da Fundação UnC-Caçador, ele explicitaria no aditivo à sua decisão interlocutória, que daria validade ao concurso vestibular 2010, mesmo conduzido com a marca de fantasia “Uniarp”, para confirmação ad-referendum da UnC, se fosse o caso. Com isso, garantiria aos jovens de Caçador e região, legalidade e formalidade à participação no processo de pré-ingresso na Educação Superior, que é pelo concurso vestibular segundo as regras da UnC.

Desta audiência, desde o início, participou a banca de três advogados da Fundação UnC-Caçador e, no final, participou o Sr. Gilberto Seleme, secretário da diretoria da Instituição. Ficou bem claro para todos nós, que o MM. Juiz de Direito ratificou sua decisão de “suspensão dos efeitos das assembléias”, ou seja, manteve a sua decisão, que foi essa, textualmente:
1. Concedo parcialmente a antecipação dos efeitos da tutela pretendida, para: a) suspender dos efeitos da Assembléia Geral Extraordinária do dia 6 de outubro de 2009, não convalidada pela seguinte; b) suspender os feitos da Assembléia Geral Extraordinária de 21 de outubro de 2009, oportunidade em que foi aprovado o novo estatuto da requerida (Uniarpe); e, c) determinar a expedição de ofício ao 1º Tabelionato de Notas e Protestos de Caçador, a fim de que averbe esta decisão à margem do registro do novo estatuto, de modo a suspender seus efeitos, já que o pedido de impedimento do registro não pode ser concedido justo porque já efetuado.


2. De outro lado, rejeito o pedido de tutela antecipada, no que toca ao impedimento, até o deslinde do feito, de novas assembléias com o fim de não-unificação ou votação de um novo estatuto, recomendando-se, desde já, que ocorram em uma mesma oportunidade [...].


Pessoalmente, com os advogados da Fundação UnC-Caçador combinamos que, após os embargos e a manifestação do MM. Juiz de Direito, seria amplamente noticiado o reconhecimento da validade do concurso vestibular 2010, desencadeado pela Uniarp, com o que nossa juventude não teria com o que se preocupar quanto à confusão ou à anarquia estabelecida, pois que seus direitos educacionais estariam garantidos pela Justiça, tanto pela UnC como pela Uniarp, a depender do andamento da ação judicial. Só isso foi decidido. Mais nada.

Para nosso surpresa, na noite de 4 dezembro, o Núcleo de Imprensa e Publicidade (da UnC ou da Uniarp, não se sabe mais, e viva a confusão!) lançou um press-release (que possivelmente deverá ser publicado com muito destaque dia 5 na íntegra em Caçador pela imprensa paga), elaborado a partir das determinações da diretoria da IES e da banca de advogados, deturpando os reais acontecimentos havidos na audiência realizada à tarde no Fórum da Comarca de Caçador e escondendo do público as valiosas decisões ali tomadas. Diante disso, a partir de hoje, entendemos não mais ser possível ter compromissos de respeito e de lealdade com estas pessoas, que combinaram uma coisa conosco, na frente do Juiz de Direito e, ao virar as costas, fizeram outra coisa = vide a notícia que a imprensa paga certamente publicará.

Não interessou (sic) e não estão informando hoje à imprensa de Caçador outro fato importante registrado na audiência realizada com o Dr. Fernando Speck de Souza: pessoalmente (eu, Nilson Thomé), pedi-lhe que atuasse como mediador extraordinária em encontro a ser promovido na semana de 7 a 11 de dezembro, na Sala de Audiências do Fórum de Caçador, entre os futuros dirigentes da Fundação UnC, mantedora da Universidade do Contestado, e os futuros dirigentes da Fundação UnC-Caçador, co-mantenedora no Campus de Caçador da UnC (todos de gestão de 2010 em diante), numa tentativa de reaproximação das partes, visando a tão almejada unificação administrativa e confirmação da manutenção da Universidade do Contestado em Caçador e em toda a região, dentro de um novo modelo, que atendesse aos interesses de todos, ao que o MM. Juiz de Direito concordou e se dispôs a mediar, junto ao Ministério Público do Estado.

Também não interessou divulgar e não estão informando à imprensa de Caçador, um último fato importante registrado nesta mesma audiência: no final, depois de quase três horas de discussões, deixei claro ao MM. Juiz de Direito, ao dirigente presente e a aos advogados da IES que, em não havendo acordos, acertos, protocolos, intenções, para a boa realização da Educação Superior em Caçador, se a sociedade regional não conseguir se entender até 12 de dezembro, é bom possível que imediatamente – nós, professores, funcionários e alunos, sempre unidos em prol de um ideal, estaremos impetrando na Procuradoria Geral da República e na Promotoria de Justiça do Estado, petições de intervenção federal e estadual no sistema administrativo e gerencial da Universidade do Contestado em Caçador, à vista da balbúrdia implantada, em prejuízo direto a toda a sociedade caçadorense e regional. Argumentos, às pampas, é que não faltam!

Mesmo que os presidentes da Fundação UnC-Caçador (que agora se dizem Funiarp) venham a retomar convocação para que a Assembléia Geral da Fundação UnC-Caçador se reúna rapidamente, ainda em dezembro de 2009, para, de novo, definir sobre a unificação e, de novo, alterar estatutos, com o “sim” da maioria de 2/3 dos membros da assembléia...  nos mesmos momentos as portas do Poder Judiciário estarão abertas para receber os reclames dos prejudicados, para quem, também, mais e mais argumentos não faltarão!

Este, amigos, é mais um chamamento geral à razão, ao bom senso, enquanto é tempo !!!

Nilson Thomé, 04/12/2009.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Justiça catarinense restaura a integridade da Universidade do Contestado – UnC em Caçador


O Poder Judiciário do Estado de Santa Catarina, através da 1ª Vara Cível da Comarca de Caçador, por decisão interlocutória despachada dia 3 de dezembro de 2009, determinou a suspensão dos atos do réu, a Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador, constantes nas assembléias gerais extraordinárias realizadas nos dias 6 e 21 de outubro de 2009, quando uma parte minoritária dos membros dirigentes da Instituição manifestaram-se pela não unificação administrativa da Universidade do Contestado e, em seguida, manifestaram-se pela transformação da Fundação UnC-Caçador em Fundação Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – Funiarp, e do Campus de Caçador da UnC em Universidade Alto Vale do Rio do Peixe – Uniarp.


A decisão do MM. Juiz de Direito Dr. Fernando Speck de Souza foi tomada em atenção à Ação Ordinária (Autos 012.09.007168-0, de novembro de 2009) impetrada pelos funcionários e membros da Assembléia da Fundação UnC Caçador, professores Nilson Thomé e Vilson Pohlenz e sra. Rosana D’Agostini, que haviam solicitado deferimento de tutela antecipada para a suspensão dos efeitos das duas assembléias e dos registros do novo Estatuto da Funiarp, protocolados para registro no Cartório Cível do Município, logo em seguida às ocorrências. Os autores impetraram a ação incentivados pela maioria dos alunos, dos professores e dos funcionários desta Instituição de Educação Superior (criada em 1971 como FEARPE), sabidamente favoráveis à manutenção da UnC em Caçador, da forma como havia sido proposta pelo Ministério Público do Estado, e manifestadamente contrários à iniciativa dos dirigentes e outros parceiros pela retirada da UnC-Caçador do sistema mantenedor da Universidade do Contestado.


Com a decisão judicial, agora em primeira instância, perdem efeitos as decisões, tanto da Assembléia Geral Extraordinária da Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador do dia 6 de outubro de 2009, como da Assembléia Geral Extraordinária realizada dia 21 de outubro de 2009. Da mesma forma, deixa de ter efeitos o novo Estatuto da Funiarp registrado no 1º Tabelionato de Notas e Protestos de Caçador. Até ordem em contrário entende-se que não existe em Caçador, nem a Funiarp e nem a Uniarp, ou seja, é restaurada a integridade da Universidade do Contestado, com seu campus universitário onde sempre esteve, caracterizado como UnC, e é restaurada a existência legal e legítima da sua co-mantenedora, a Fundação UnC-Caçador.


Desta forma, imediatamente perdem efeitos os últimos atos praticados pelo Promotor de Justiça de Florianópolis que havia homologado as alterações estatutárias, perde efeito a resolução do Conselho Estadual de Educação que credenciou a Uniarp como substituta da UnC em Caçador, e perdem efeitos todos os atos praticados pela Instituição como sendo Funiarp ou Uniarp. A decisão, que restaura o status quo da UnC em Caçador existente até outubro de 2009, entretanto, permite que a Fundação UnC-Caçador possa vir a realizar futuras assembléias, manifestando-se sobre a unificação da UnC, e sobre possíveis alterações estatutárias, se assim vier a desejar, insinuando, desde que isso venha a acontecer dentro da lei.

Foram vários os argumentos dos requerentes, conferidos legitimamente, apresentados na ação contra as decisões unilaterais dos dirigentes da Fundação UnC-Caçador que contrariaram a vontade expressa da maioria dos professores, dos funcionários e dos alunos da UnC-Caçador, pessoas da sociedade caçadorense sempre presentes na Universidade do Contestado, mas, entre os diversos fatores que mais pesaram para a decisão judicial parcialmente em favor dos autores, está o da ilegalidade dos atos praticados, quando foi comprovado documentalmente que as assembléias não tiveram quórum suficiente para dar validade ao que se escreveu nas atas.

O MM. Juiz de Direito determinou que esta decisão fosse informada ao Governador do Estado, mormente porque divulgado em vários meios de comunicação de que viria a Caçador assinar o decreto de instalação da unidade, parecendo ser adequado que previamente tome ciência da situação. Também pediu ao Conselho Estadual de Educação e à Universidade do Contestado, que prestem esclarecimentos, e determinou o envio de cópia do processo do Dr. Aor Steffens Miranda, Promotor de Justiça Curador das Fundações. E, muito importante, dirigindo-se diretamente ao Ministério da Educação, em Brasília, o magistrado pediu para que se manifeste à Justiça a respeito dos reconhecimentos recentes do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina sobre os curso da UnC nos respectivos campi.

À esta decisão judicial de 3 de dezembro cabe à ré protocolar contestação, exceção e reconvenção, ou seja, cabe recurso ao réu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

III Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação de SC

O sucesso dos editais de pesquisa regionalizados, que atraíram mais de 400 projetos de todo o Estado, tornou ainda mais eloquentes os debates da III Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada nos dias 26 e 27 nas dependências da Unoesc, em Joaçaba. Uma das críticas à produção atual de pesquisa – também reforçada no evento – é a sua concentração nas universidades, onde nem sempre produzem resultados práticos consistentes. Por isso, o fato de 312 projetos terem sido selecionados, habilitando-se a dividir os R$ 18 milhões destinados pelo governo do Estado ao setor, foi saudado como uma indicação de que a interiorização do apoio à pesquisa é um avanço em Santa Catarina. As 36 Secretarias de Desenvolvimento Regional enviaram projetos, e 81 deles eram oriundos do Sistema Acafe, que congrega instituições superiores de caráter comunitário.


O encontro de Joaçaba, que preparou os subsídios catarinenses à IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, programada para maio de 2010 em Brasília, teve as presenças do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp, e do presidente da comissão organizadora da conferência nacional do próximo ano, Carlos Alberto Aragão. Também compareceram o governador Luiz Henrique da Silveira, o presidente da Fapesc, Antônio Diomário de Queiroz, e a representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ana Lúcia Gabas, além de parlamentares da região, prefeitos e líderes de órgãos representativos das classes empresariais.

O governador do Estado fez um balanço positivo da evolução dos programas e investimentos em ciência e tecnologia de 2003 para cá e participou do lançamento do Prêmio Professor Caspar Erich Stemmer da Inovação Catarinense, cujas inscrições vão de 7 de dezembro deste ano a 8 de fevereiro de 2010, e da entrega do prêmio Mérito Universitário. Também foi distribuído o documento Política Catarinense de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovado pelo Conselho Superior da Fapesc em setembro deste ano e que consolida as políticas de Estado para esta área, apresentando um diagnóstico e estabelecendo diretrizes para a pesquisa e inovação em Santa Catarina.

Segundo Estado a realizar sua reunião preparatória, Santa Catarina também está desburocratizando os procedimentos de movimentação dos recursos pelos profissionais da pesquisa, por meio do Cartão Pesquisador, criado durante a conferência de Joaçaba. Isso elimina o uso de cheques, agiliza a prestação de contas Junto à Fapesc e transfere integralmente para o pesquisador a responsabilidade pela movimentação da verba recebida para desenvolver seu trabalho.

Os desafios do clima – Em seu pronunciamento, o governador Luiz Henrique informou que 1,3 milhão de jovens estão conectados à Rede Catarinense de Tecnologia e que, graças à expansão da cobertura da rede de energia elétrica, mais 39.500 propriedades rurais foram incluídas no rol das famílias que têm acesso às informações e aos recursos do mundo moderno. “A telemedicina permite a realização de 100 mil exames em todas as regiões do Estado, em tempo real, e houve um grande avanço das incubadoras e programas tecnológicos em Santa Catarina”, afirmou.


Ele falou também da necessidade de enfrentar a nova realidade do clima e instigou os cientistas e pesquisadores a encontrar soluções para problemas como as secas constantes, a mudança das temperaturas, as catástrofes climáticas e os desmoronamentos em regiões protegidas por mata nativa. E defendeu um grande plano de capacitação e uma rede de estações meteorológicas para prevenir fenômenos naturais que possam ameaçar a população catarinense.

Avanços no Estado – O presidente da Fapesc, Antônio Diomário de Queiroz, falou do desenvolvimento local facultado pela pesquisa, da interiorização dos investimentos e do fortalecimento do sistema de ciência e tecnologia em Santa Catarina. “Estamos aproximando as universidades, o setor produtivo e o governo e provocando as mudanças necessárias para melhorar a qualidade de vida, sempre apostando na inovação e no empreendedorismo”, disse ele.

A demanda pelos recursos dos editais indica que os R$ 18 milhões aplicados este ano são insuficientes para atender às necessidades da comunidade científica, cujas ações são cada vez mais capilarizadas no Estado. Em sua palestra, a representante do MCT, Ana Lúcia Gabas, fez uma avaliação das políticas federais para a área de ciência e tecnologia, do trabalho feito em conjunto com os governos estaduais e da importância dos investimentos em setores estratégicos, da promoção da inovação nas empresas e da formação e capacitação de recursos humanos no setor.

Ações mais urgentes – O presidente da SBPC, Marco Antônio Raupp, disse que, diante da nova conjuntura global, o momento é de buscar novos paradigmas de sustentabilidade econômica e ambiental – o que requer capacidade permanente de inovação. “Os desafios devem ser encarados acima das questões ideológicas”, alertou ele, advertindo que “a certificação ambiental é vital para a sobrevivência das empresas”.


Raupp elencou cinco desafios que precisam ser superados no país: vencer os desequilíbrios regionais (70% da ciência, tecnologia e inovação são desenvolvidas na região sudeste), reduzir o fosso entre o conhecimento acadêmico e as necessidades do setor produtivo (relacionado ao uso inadequado da ciência acumulada na academia), investir na educação fundamental (por meio da formação de melhores professores), revisar as legislações (marcos regulatórios) que paralisam o desenvolvimento do país e priorizar as políticas públicas de ciência e tecnologia (que devem deixar de ser uma questão de governo para se transformar em política de Estado).

Os resultados das comissões e grupos de trabalho da III Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação, com documentos e sugestões, serão disponibilizados no site da Fapesc (www.fapesc.sc.gov.br) durante esta semana, ATÉ 5 DE DEZEMBRO. 

sábado, 28 de novembro de 2009

Placas, letreiros e logomarca da UnC foram arrancadas


O Campus de Caçador da Universidade do Contestado (em vias de transformação para Universidade do Vale do Rio do Peixe) viveu um dia trágico e triste nesta sexta-feira 27 de novembro: a retirada forçada das placas, inscrições e logomarcas de "Universidade do Contestado", de "UnC Caçador" dos prédios que foram construídos para abrigar esta instituição.






















Aos funcionários e professores que, amargurados, até derramaram lágrimas quando as placas estavam sendo arrancadas, ficou a simbologia de que aquele ato foi a derrubada de um sonho, o símbolo de que foram ao chão anos e anos de trabalho em prol de uma universidade regional em Caçador.
Para os que mandaram arrancar, isso é natural... Vem aí novos tempos... Vale o CNPJ... Logo tudo será lixado, pintado, e os letreiros, placas e logomarcas serão substituídos... Afinal, o governador vem aí...
Dos caçadorenses que defenderam a integridade da UnC, não será fácil apagar a imagem da mente ou arrancar esta marca dos seus corações, mesmo com as placas jogadas no chão.
Ilustramos esta postagem para que o 27 de novembro de 2009 também entre para a "história da desunificação".

terça-feira, 24 de novembro de 2009

UNIARP poderá ser instalada dia 6

O setor de propaganda da ex-UnC Caçador está enviando hoje à imprensa este press-release:

UNIARP será instalada oficialmente dia 6


O governador Luiz Henrique, acompanhado dos secretários Valdir Cobalchini (Coordenação e Articulação) e Paulo Bauer (Educação), assina, no próximo dia 6 de dezembro, em Caçador, o decreto que cria oficialmente a Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP). O Conselho Estadual de Educação (CEE) já aprovou o credenciamento da Universidade, bastando agora somente o decreto do Governador para sua instalação oficial.

A informação foi repassada nesta terça-feira (24) pelo presidente do Conselho Estadual de Educação, Adelcio Machado, ao secretário de Coordenação e Articulação, deputado estadual Valdir Cobalchini. “Com a assinatura e publicação do decreto, chega a ao final o impasse criado com o processo de unificação e a UNIARP então seguirá a sua vida e buscará seu espaço na região”, afirmou Adelcio Machado.

De acordo com ele, não há dúvidas que a UNIARP será uma grande universidade em função da capacidade de seu corpo docente e da boa vontade da fundação mantenedora. “Basta agora que todos se unam num objetivo comum para que Caçador tenha uma grande Universidade. Acredito que com esse passo a parte burocrática está encerrada e podemos partir para a sua estruturação acadêmica, fazendo uma grande Universidade na região”, completou o presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE).

Para o secretário Valdir Cobalchini, que trabalhou junto com o presidente do CEE no processo de credenciamento, essa ação teve como objetivo não prejudicar os mais de 4 mil acadêmicos da UNIARP. “Quando fui solicitado para entrar no processo a decisão já estava tomada e percebi que não havia como ficar parado diante de uma situação de impasse que poderia prejudicar todos esses estudantes, por isso entrei firme nesse processo e conseguimos o êxito almejado”, disse.

Cobalchini entende que sem a participação do presidente do CEE, Adelcio Machado, não seria possível destravar esse processo em tempo recorde. “Ele entendeu e conseguiu passar isso aos demais membros do Conselho que demorar naquela decisão, prejudicaria muitas pessoas, por isso agiu de pronto e faço questão de agradecê-lo pelo empenho e pelo carinho que teve com Caçador”, explicou o secretário.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Adamy, de Concórdia, presidirá a nova Fundação UnC

Adamy diz que aprovação dos cursos da Uniarp teve interferência política

O interventor da atual Fundação UnC-Concórdia, Ari Adamy, será empossado nos próximos meses como presidente da Fundação Universidade do Contestado. Ele assumirá o cargo hoje ocupado por Hamilton Wendt. De acordo com Adamy a decisão foi tomada depois de vários pedidos feitos por lideranças ligadas a Universidade do Contestado. "É mais um desafio", explica.
Nas próximas semanas, Adamy irá se reunir com o Ministério Público para tratar da intervenção. A partir de janeiro, todos os pólos da Universidade do Contestados estarão oficialmente unificados com um novo estatuto e CNPJ, de acordo com a lei.
O interventor da UnC-Concórdia também se posicionou com relação a aprovação dos cursos da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), através do Conselho Estadual de Educação. Segundo Adamy, a decisão surpreendeu. "O Conselho Estadual de Educação descumpriu todas as normas legais, morais e éticas possível".
Segundo os representantes da UnC a aprovação do cursos teve interferência política e partidária.

Fonte: Jornal Mídia Mais Online - Concórdia, 12 de Novembro de 2009 21:21
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Conheça a íntegra da decisão do CEE/SC

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA
MESA DIRETORA
PROCEDÊNCIA - Mesa Diretora – FLORIANÓPOLIS/SC
OBJETO - Adita credenciamento da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe, mantida pela Fundação Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe.
PROCESSO - PCEE 768/090
PARECER N°
APROVADO EM 10/11/2009
I – HISTÓRICO
A Mesa, no exercício de seus cometimentos regimentais, submete à deliberação do Conselho Pleno a anexa Resolução, visando à regularização institucional da Universidade do Contestado.
II – ANÁLISE
Fundamentos do credenciamento, por aditamento, da UNIARP que justificam a proposta da Mesa ao Conselho Pleno:
- considerando a inviabilidade da Fundação Mantenedora e Universidade do Contestado nos moldes originalmente concebidos, conforme apurado pelo Ministério Público nos autos do Inquérito Civil n. 001-2008-25ª PJ, posto que:
a) apesar da Fundação Universidade do Contestado ser uma mantenedora, a estrutura patrimonial, administrativa e financeira sempre decorreu das fundações que a constituíram: FEARPE (atual FUNIARP), FUNORTE, FEPLAC, FEAUC e FUNPLOC;
b) desde seus primórdios, a Fundação Universidade do Contestado recebeu subsídios das fundações que a constituíram para sua subsistência, o que não corresponde a verdadeira finalidade de uma fundação mantenedora, a qual deve, por suas receitas e patrimônio, realizar a mantença de uma instituição;
c) A Universidade do Contestado foi subsidiada pelas fundações que a constituiram, cada qual subsidiando os serviços educacionais realizados nos seus campi, no caso em análise, a Fundação ora credenciada sempre arcou e administrou todos os serviços educacionais realizados no seu campus de Caçador e núcleo de Fraiburgo;
- considerando que a FUNIARP, originalmente denominada Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe – FEARPE estava credenciada junto para prestar serviços educacionais de educação superior;
- considerando que referida Fundação, com a constituição da Fundação Universidade do Contestado – Campus Universitário de Caçador (UnC/CAÇADOR), prestava os serviços educacionais de educação superior juntamente com a Universidade do Contestado, tendo sido durante todo o credenciamento desta a titular dos contratos de ensino, contratos de trabalho de professores e auxiliares, proprietária e administradora de toda a infra-estrutura, inclusive salas de aulas, laboratórios, acervos bibliográficos, etc. e ministrava diretamente os serviços educacionais;
- considerando que a Fundação Universidade do Contestado – UnC, mantenedora da Universidade do Contestado – UnC, compõem-se da FEARPE, e pelas demais fundações FUNORTE, FEPLAC, FEAUC e FUNPLOC;
- considerando as orientações do Ministério Público, no sentido de regularizar a situação da Fundação mantenedora da Universidade do Contestado;
- considerando que, para aprimoramento institucional, o Ministério Público, durante a condução do Inquérito Civil 001-2008-25ª PJ oportunizou às fundações FEARPE (atual FUNIARP), FUNORTE, FEPLAC, FEAUC e FUNPLOC, que constituíram a Fundação Universidade do Contestado, duas alternativas:
a) a prestação dos serviços educacionais em conjunto numa das entidades fundacionais criadas antes de 1988, extinguindo-se as demais, com a doação para a fundação escolhida de todo o patrimônio (ativos e passivos) – unificação;
b) a prestação dos serviços educacionais de forma independente, mantendo sua fundação mantenedora e a prestação de suas atividades educacionais – não unificação;
- considerando que a FEPLAC, FEAUC e FUNPLOC decidiram se extinguir, doando seu patrimônio para a FUNORTE, a fim de realizarem a prestação dos serviços educacionais em conjunto;
- considerando que a FUNIARP decidiu manter suas atividades educacionais, deixando de se extinguir, bem como doar seu patrimônio para uma das instituições que compõe a Fundação Universidade do Contestado;
- considerando que o ato de credenciamento junto ao Conselho Estadual de Educação está vinculado a razão social da Fundação da Universidade do Contestado e que esta não será mais a entidade mantenedora da prestadora dos serviços educacionais dos cursos ofertados pelas fundações que compõe a UNC;
- considerando que deve haver a regularização dos serviços educacionais prestados pelas Fundações que compõem a Fundação Universidade do Contestado, porquanto eram e ainda são as titulares da prestação dos serviços educacionais e já foram credenciadas como instituições de ensino superior;
- Considerando que a UNIARP sempre prestou os serviços educacionais, sendo que do ponto de vista acadêmico não haverá qualquer alteração no que se refere a titularidade dos contratos de ensino, de trabalho e de posse e propriedade de patrimônio e infra-estrutura;
- considerando que a FUNIARP, criada por Lei Municipal, antes da vigência da atual Constituição Federal, constitui-se em fundação remanescente da Fundação Universidade do Contestado – Campus Caçador, devendo receber tratamento igualitário no processo de regularização de seus serviços educacionais;
- considerando as peculiaridades e o ineditismo da situação jurídica criada, exigindo uma solução que privilegie a razoabilidade e a equidade bem como a proteção dos alunos matriculados em cada “campi” e a oferta de cursos em andamento através de editais de processo seletivo.
III – VOTO DO RELATOR
Pelo exposto, voto no sentido do credenciamento, por aditamento, da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), mantida pela Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (FUNIARP), pelo prazo de um ano e meio.
No prazo fixado, comissão de avaliação, nomeada de acordo com o art. 16 da Resolução Nº 107/2007/CEE/SC, fará a avaliação externa, prevista no art. 26 da Resolução 107/2007/CEE/SC, que classificará a nova Instituição de acordo com o art. 2º da Resolução 107/2007/CEE/SC.
IV – DECISÃO DA MESA
A Mesa acompanha o Voto do Relator. Em 10 de novembro de 2009.
Adelcio Machado dos Santos – Presidente e Relator
Darcy Laske – Vice-Presidente
Paulo Hentz – Secretário
V – DECISÃO DO CONSELHO PLENO
O Conselho Estadual de Educação, reunido em Sessão Plena, no dia de de 2009, deliberou, por dos presentes, aprovar o Voto do Relator.
Adelcio Machado dos Santos
Presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina
RESOLUÇÃO Nº
Art. 1º. Fica, por aditamento, credenciada a Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), mantida pela Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (FUNIARP), pelo prazo de um ano e meio.
Art. 2º. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.
Florianópolis, 10 de novembro de 2009
Adelcio Machado dos Santos
Presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CEE/SC credencia a UNIARP como nova universidade

10 de novembro: data histórica!

Em apenas uma singela sessão, realizada dia 10 de novembro, o Plenário do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina – CEE/SC aprovou em regime de urgência urgentíssima o Processo PCEE 768/090, oriundo da Mesa Diretora e apresentado apenas horas antes, decidindo sobre a regularização dos serviços educacionais prestados pelas cinco fundações educacionais originais – a FEARPE (de Caçador), a FUNORTE (de Mafra), a FEPLAC (de Curitibanos), a FEAUC (de Concórdia) e a FUNPLOC (de Canoinhas), que em 1990 haviam se unido para formar a Federação das Fundações Educacionais do Contestado – FENIC, depois mudada para Fundação UnC (Reitoria) e criar a Universidade do Contestado – UnC.

A decisão, que não tramitou por análise prévia de nenhuma comissão específica, assim, vindo a constituir um fato inédito na Educação Superior Catarinense e Brasileira desde que essa passou a existir, foi em atenção (a pedido de Valdir Cobalchini) ao problema verificado em Caçador, quando a antiga Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe - FEARPE (depois UnC-Caçador) decidiu sair dos sistema da UnC e seguir carreira “solo”, implantando uma nova universidade, só caçadorense, independente.

A Fundação Universidade do Contestado Campus de Caçador informa que mudou o nome para Fundação Universidade (ou Educacional , não se tem clareza sobre isso no parecer apressado do CEE/SC) Alto Vale do Rio do Peixe -FUNIARP, instituindo a Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe – UNIARP. Como informa que não aceitou participar do processo de unificação administrativa da UnC, da maneira como foi proposta pelo Ministério Público, esta instituição recebeu, por aditamento, credenciamento pelo prazo de um ano e meio – até julho de 2011 – para funcionar como uma universidade, quando então deverá passar por processo de avaliação externa para saber da sua real classificação, ou seja, se será mesmo de fato e de direito uma universidade, um centro universitário ou uma faculdade. Até lá alguma água vai correr pelo Rio do Peixe.

Pelo mesmo parecer, o CEE/SC deverá se manifestar (logo, possivelmente) sobre a regularização dos serviços educacionais prestados pelas outras quatro fundações universitárias (antigas fundações educacionais) que compõem o sistema UnC, para dar validade ao processo de unificação, ou seja, a nova e unificada Fundação Universidade do Contestado - FUnC deverá protocolar processo para regularizar a oferta da Educação Superior pela UnC em Mafra, Canoinhas, Curitibanos e Concórdia, do mesmo jeito como fez Caçador, talvez até a mesma data de julho de 2011. Isso parece que não será problema, bastando outras duas, seis ou 12 horas e atropelo de análises pelas comissões competentes, se assim a UnC bem o pretender, diante do precedente hoje aberto no CEE/SC.

De concreto, agora, com o Parecer do CEE/SC aprovado, “a Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (FUNIARP) - criada por lei municipal de Caçador – será a mantenedora da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) em Caçador e Fraiburgo, pelo prazo de um ano e meio”. [palavras do Presidente do CEE/SC].

Pelo que se deduz deste parecer, a UNIARP poderá oferecer todos os cursos de graduação que antes eram (ou são) da UnC e que estavam (estão) sendo oferecidos em Caçador e Fraiburgo, com isso, podendo realizar já um concurso vestibular para a entrada de novas turmas em 2010. E a sobrevivente FUnC, por sua vez, deverá tomar o mesmo rumo, claro, sob pena de vir a visualizar e encontrar problemas à vista.

Então, este parecer de hoje salvou a honra (ou lavou a alma, diriam os caboclos) dos presidentes da antes FEARPE depois UnC-Caçador e agora FUNIARP. Antes tarde do que nunca. Os jovens caçadorenses e fraiburguenses, que não ainda optaram até agora por buscar outros caminhos, poderão adentrar em vestibular para ingressar no grau da educação superior em Caçador e em Fraiburgo mesmo, ainda em 2010.

Diriam os carismáticos: Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Bem... enquanto isso, existem ainda algumas “pendengas” tramitando no Poder Judiciário do Fórum de Caçador, envolvendo estas questões de UnC x Caçador, ações estas que, à luz do Direito e da Justiça, poderão em breve também receber soluções.

Nilson Thomé, 10/11/2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Educação Superior em Caçador: sociedade deveria indiciar os irresponsáveis

Você, leitor destas crônicas independentes, já não observou que, entre os descasos, desde quando começou esta encrenca envolvendo a Educação Superior em Caçador, houve um grande esquecimento? Aqui, desde há um bom tempo, procura-se lembrar de tudo, mas esquece-se do verdadeiro patrimônio da UnC: os alunos. Amnésia acidental ou proposital, mas amnésia coletiva.

Aqui, hoje, não vamos falar dos professores e dos funcionários da UnC de Caçador, quase 400 pessoas, ainda estupefatos olhando uns para os outros, sem saber direito o que fazer diante dos desacertos que os afligem: terão onde trabalhar no ano que vem?

Ao não oferecer concurso vestibular agora em dezembro para a entrada de novas turmas nos cursos de graduação em 2010, está se praticando um gravíssimo crime contra a sociedade regional, especificamente contra a sociedade caçadorense, que todos os anos coloca algo em torno de cerca de 800 jovens, egressos do ensino médio, no mercado de trabalho, eles que buscam uma profissão ou um aperfeiçoamento profissional através dos cursos de graduação oferecidos pela Universidade do Contestado em Caçador e Fraiburgo. Estamos falando de quase mil jovens/ano, que nesta época procuram as ofertas de vestibulares da UnC... o que não encontram (por enquanto) neste verão.

Gente, estamos falando de um crime, gravíssimo mesmo, que é o de retirar da nossa juventude a esperança, a possibilidade de continuar seus estudos para alcançar uma colação de grau. Estamos falando da irresponsabilidade de dirigentes educacionais, de suprimir da população caçadorense e regional o seu direito legítimo de estudar.

Estão tirando dos nossos jovens a oportunidade de alcançar o saber!

Nós criamos a Faculdade em 1971 e na continuidade a Universidade do Contestado em 1990, justamente para oportunizar cada vez mais e melhor a Educação Superior nesta região, diante da omissão do Estado e da Nação, que em idos outros, negaram-nos a chance de poder vir a sediar um campus de uma universidade federal ou estadual. Nós criamos a nossa instituição comunitária, para proporcionar à juventude o crescimento intelectual, a aprendizagem profissional, a busca e a apreensão do conhecimento científico...

Não bastasse esta amnésia sobre aqueles que querem e gostariam de estudar aqui, verifica-se um outro novo fenômeno no interior do (ainda) Campus da UnC de Caçador: o esvaziamento. Dezenas e dezenas de alunos, de todas as fases e de todos os cursos, estão abandonando os estudos nesta Instituição. Há desistentes em todas as salas de aula, vê-se pessoal desinformado, desmotivado, desmobilizado, que preferiu abandonar o barco já que não vê rumo. Alunos procuram informações sobre outras universidades ou faculdades, providenciam transferências para o ano que vem em outras cidades. Ingressaram numa universidade bem conceituada – a do Contestado – e agora... vejam só...

E vocês, dirigentes-de-plantão, que de educadores não têm nada,alguns que mantêm seus filhos estudando confortavelmente longe daqui, já pensaram no que fizeram? Em poucas semanas, conseguiram ir às raias do absurdo, derrubar o trabalho de quarenta anos da comunidade caçadorense, quase destruindo uma universidade... utilizando instrumentos indecorosos, como as desculpas esfarrapadas criadas para iludir membros da Assembléia a votarem contra o que era (e é) uma necessária unificação administrativa de uma IES que já é unificada pedagogicamente... isso tudo a troco de que, mesmo? De querer? de poder? de mando? de imposição da lei do mais forte, aliás, do mais rico???

Irresponsáveis! Na ausência de quem os responsabilize e puna de imediato, acreditamos que a justiça social os alcançará, em breve (se Deus quiser ou não quiser) indiciando e punindo os culpados por esta aberração!!! Vocês, que não são professores, que não são do ramo, que pensam que alunos são madeiras serradas, já sentiram que o dinheiro (que dizem estar sobrando no caixa) não compra consciências, não compra lealdade, não compra amizade, e muito menos não compra respeito.

É pelos jovens, pelos nossos alunos, para que não abandonem Caçador, para que continuem acreditando nas pessoas bem intencionadas, é que nós, um grupo unido de professores, funcionários e alunos, continuamos a luta, na tentativa de ver revertida, em breve, esta triste e trágica situação. Se não conseguirmos, paciência, pelo menos tombaremos em combate, jamais por covardia de não ter lutado.

Nilson Thomé, 05/11/2009

UnC – a reunião que decidiu deixar tudo como está: confusão e desinformação!

Na manhã e tarde de 30 de outubro, em Florianópolis, perante a presidência do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina – CEE/SC, o representante do Ministério Público do Estado da 25ª Promotoria de Justiça da Capital, a Associação Catarinense das Fundações Educacionais – ACAFE, reuniram-se os dirigentes dos campi da Universidade do Contestado (de Mafra, Canoinhas, Curitibanos e Concórdia) que integram a Comissão de Detalhamento da Unificação da UnC, mais uma delegação de professores, funcionários e alunos do Campus de Caçador da UnC, e membros da diretoria da Fundação UnC-Caçador.

A pauta foi ordenada numa linha para dar-se um ponto final nas discussões sobre o futuro da Educação Superior em Caçador a partir do desejo expresso dos presidentes da Fundação UnC-Caçador de retirar esta entidade da co-manutenção da UnC, intenção nefasta de uma minoria endinheirada que levou a cidade de Caçador a entrar num “buraco negro”, quase que num “poço sem fundo” na área da Educação Superior.

Nos municípios da região, reinou a expectativa e ficou a torcida para que, nesta reunião florianopolitana, prevalecesse o bom senso e as partes envolvidas chegassem a um acordo, enterrando raivinhas e superando as dificuldades.

De cara, os presidentes da isolada Fundação UnC-Caçador não abriram mão da idéia de esta entidade vir a trilhar “carreira solo”, de seguir caminho educacional independente da UnC a partir de 2010. O Reitor da UnC e os dirigentes e integrantes da Comissão de Detalhamento da Unificação não abriram mão de todos os cursos de graduação em oferta em Caçador, que são da UnC, não tendo porque cedê-los para uma possível nova universidade “solo” caçadorense. A presidência do CEE/SC esclareceu que, nestas circunstâncias, nada poderia fazer, e também a ACAFE nada poderia fazer. O Promotor de Justiça, diante das radicalizações de posições, idem nada mais poderia fazer. Os professores, funcionários e alunos da UnC-Caçador, igualmente, nada puderam fazer além de assistir as “gentis” trocas de palavras e as “ofertas” de compras, fazendo com que a reunião quase se transformasse numa feira-livre, à base do “quanto quer por isso?” ou do “quem dá mais por aquilo?”. Bazar educacional! Uma vergonha!

A ofendida UnC ficou firme na posição de não oferecer concurso vestibular de verão 2010 para todos os seus cursos em Caçador e Fraiburgo, por não dispor de condições de mantença sem a participação da entidade local, e a Fundação UnC-Caçador, por não dispor dos cursos da UnC, ficou sem poder oferecer concurso vestibular de verão 2010.

O Ministério Público ficou de elaborar uma minuta de convênio a ser assinado entre as partes, para viabilizar – ao menos – a continuidade dos cursos de graduação da UnC (fases iniciadas em 2009 e anteriormente), a funcionarem a contar de 2010 nos prédios da Fundação UnC-Caçador até a formatura da última turma vigente, normatizando questões internas como matrículas, mensalidades, horários de aulas, pagamentos de professores e funcionários, valor da locação, etc. e tal. E até hoje – 5 de novembro – a tal minuta de convênio não saiu do litoral, ou ao menos, não chegou a este interior.

Os dirigentes-de-plantão na Fundação UnC-Caçador insistem na troca do nome da entidade mantenedora e na criação de uma nova universidade – UNIARP. Ouve-se que, diante da falta de colaboração dos professores e funcionários a esta possibilidade, irão contratar (ou já contrataram) uma empresa especializada, de fora, para elaborar um projeto de nova universidade e para criar os mesmos cursos que a UnC oferece em Caçador e Fraiburgo, ainda que a “toque de caixa”, pagando a bagatela de algo entre 50 mil a 100 mil reais... barato para quem diz que tem dinheiro em caixa sobrando e pode comprar o que quiser e pagar o quanto for preciso. Com isso, pensam poder credenciar esta outra instituição, criar os cursos, organizar, estruturar e autorizá-los e a oferecer vestibulares no início do próximo ano.

Por outro lado, a Universidade do Contestado, agora unificada em uma só instituição, depois da bordoada desfechada pelos presidentes da Fundação UnC-Caçador, espera recompor-se internamente nos próximos dias, fortalecer-se, replanejar e anunciar seus próximos passos em Caçador. Vale lembrar que a UnC foi criada por iniciativa dos caçadorenses, que é uma universidade caçadorense, que tem sede em Caçador e, portanto, faz parte do patrimônio caçadorense... quer queiram ou não os presidentes da Fundação UnC-Caçador envoltos na empreitada da pretendida autônoma Universidade Alto Vale do Rio do Peixe.

Quem sabe, até 15 de Novembro, saiamos do clima de desinformação e do ambiente de confusão. Quem sabe.
Nilson Thomé, 04/11/2009

ACAFE também suspende vestibular Verão 2010 em Caçador

PORTARIA Nº 05/2009


Dispõe sobre o cancelamento de cursos do Concurso Vestibular ACAFE Verão 2010

O Presidente da Comissão Técnica do Concurso Vestibular ACAFE Verão 2010, no uso de suas atribuições, considerando determinação da UnC – Universidade do Contestado, resolve:

Art. 1º Ficam excluídos do Concurso Vestibular ACAFE Verão 2010 os cursos oferecidos pela Universidade do Contestado – Campus Caçador:

UnC – UNIVERSIDADE DO CONTESTADO
UnC – Campus Caçador

ADMINISTRAÇÃO Noturno, 50 vagas
DIREITO Noturno, 50 vagas
ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO – MECATRÔNICA Noturno, 50 vagas
FISIOTERAPIA Noturno, 50 vagas
Art. 2º Comunicar aos candidatos inscritos para fazer reopção por outro curso, ou, caso já tenha efetuado o pagamento da taxa de inscrição e não tenha mais interesse em participar do Concurso, solicitar devolução preenchendo o formulário de devolução da taxa de inscrição, disponível na internet, preferencialmente, até o dia 10 de novembro de 2009, ou encaminhando fax do formulário para o telefone (48) 3224-8424..

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 03 de novembro de 2009.

DARCY LASKE
Presidente Comissão Técnica
Secretário Executivo ACAFE

Concursos Vestibulares de Verão 2010 para Caçador - 1

No nosso blog, a partir de agora, publicaremos algumas notícias acerca de “concursos vestibulares de verão para a Educação Superior em Caçador”, para novas turmas em 2010.

Inicialmente, para não deixar passar em branco, vamos apenas transcrever o que foi noticiado pela mídia eletrônica e também por um jornal de Caçador.
Sobre isso que está aí a seguir publicado, logo nos reportaremos...


1ª Questões sobre o Ensino Superior são discutidas

Atendendo convocação do Ministério Público, representantes das Fundações UnC de Caçador, Mafra, Curitibanos e Canoinhas reuniram-se nesta sexta-feira (30) em Florianópolis, juntamente com o Presidente do Conselho Estadual de Educação, o Diretor Acadêmico, representantes dos professores, funcionários e alunos de Caçador para tratarem das pendências envolvendo a Fundação Universidade do Contestado.

Na reunião, foi ponto pacífico que os alunos não poderão sofrer prejuízos, tendo sido apresentadas diversas propostas de conciliação. Foram abordados também, os interesses dos professores e funcionários. O processo seletivo para o ano de 2010 foi discutido e está sendo estudada a melhor forma de sua realização.

Após intensa discussão, ficou definida a elaboração pelo Promotor de Justiça, de uma minuta de acordo até terça-feira próxima para apreciação de todos, a fim de dirimir as principais questões como diplomação de alunos, continuidade dos cursos e outros pontos.

Disponível em: http://www.cacador.net/portal/Noticias. Acesso em 30/10/2009.
e em: http://www.aloguia.com/noticia.Dados. Acesso em 30/10/2009


2ª Uniarp terá vestibular próprio
A garantia foi dada pelo diretor-presidente da instituição, Luiz Eugênio Beltrami

A Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) terá um vestibular próprio. A garantia foi dada pelo diretor presidente da instituição, Luiz Eugênio Beltrami, na noite desta quarta-feira, 4, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional, em Lebon Régis.

Segundo ele, nem ao menos problema para os alunos que já fizeram a sua inscrição existe. “A Acafe já garantiu que vai ressarcir estes alunos e entraremos em contato para informar da data do nosso vestibular”, afirmou.

Ainda, segundo Beltrami, outra garantia é de que os alunos que se matricularam na UnC terão os seus diplomas expedidos por esta instituição. “Já, a partir de agora, quem ingressar na Uniarp, terá o seu certificado pela Uniarp”, completou.

A data do vestibular da Uniarp será divulgada em breve pela instituição, mas segundo Beltrami, os candidatos podem ficar tranqüilos que tudo será divulgada da m melhor forma possível.

Disponível em: http://www.cacador.net/portal/default.aspx. Acesso em 05/11/2009



3ª Uniarp prepara lançamento de vestibular de verão

A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp) está preparando o lançamento do seu Vestibular de Verão. A Direção Administrativa e Acadêmica da universidade trabalham na organização do processo que deve receber grande procura de toda a região, na estrutura da antiga UnC-Caçador. A direção da Uniarp decidiu pelo lançamento de vestibular próprio, porque o processo de desmembramento da Universidade do Contestado e registro da Uniarp no Conselho Estadual de Educação, acabou coincidindo com o processo seletivo da UnC e foi suspenso temporariamente em Caçador.

A campanha de vestibular da Uniarp será o de evidenciar que Caçador tem uma Universidade completa, com corpo docente de alto nível, estrutura, laboratórios, equipamentos e o auxílio em forma de bolsas de estudos.

Desta forma os futuros acadêmicos terão à disposição a estrutura e qualidade de ensino já a disposição na UnC-Caçador com 22 cursos de graduação. Estrutura que conta com mais de três mil alunos, cerca de 300 professores e ações comunitárias que atingem mais de cinco mil pessoas através nos seus 22 projetos.

Disponível em: http://www.aloguia.com/index.php. Acesso em 05/11/2009.


4ª. Presidente do Conselho Estadual de Educação apóia credenciamento da Uniarp. Ele afirmou que fará um parecer pelo credenciamento da universidade

O presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Adelcio Machado, informou nesta sexta-feira ao secretário de Estado da Coordenação e Articulação, deputado estadual Valdir Cobalchini, que fará um parecer pelo credenciamento da Universidade do Alto Vale do Rio do Peixe (Uniarp). Disse ainda que nos próximos dias colocará o parecer para apreciação dos demais conselheiros.
De acordo com ele, a região de Caçador, independentemente de cumprir ou não com todos os requisitos exigidos, não pode ficar sem uma universidade. “O deputado Cobalchini me convenceu da importância da região de Caçador e de como é importante uma universidade para o desenvolvimento dessa região, por isso estou desenvolvendo o meu parecer nesse sentido”, explicou.
Segundo o presidente do Conselho, caso o parecer receba o apoio da maioria dos conselheiros (são 21 no total), o atual credenciamento será apenas aditado, não havendo nenhuma modificação. “Assim os acadêmicos terão a garantia do vestibular e também da seqüência dos cursos, sem nenhum prejuízo, que é maior preocupação que o deputado Cobalchini me apresentou quando solicitou meu apoio”, enfatizou.
Adelcio Machado é um defensor da interiorização do ensino superior como forma de garantia de desenvolvimento. “Não se pode pensar uma região como a de Caçador sem uma universidade. É pedir que todos os jovens abandonem a região”, comentou. “Não entro no mérito se deveria ser unificada ou não. Mas como houve uma opção de escolha e a mantenedora optou pela separação, vamos trabalhar no sentido de regularizar a situação dessa forma e garantir a educação superior em Caçador que é o mais importante”, finalizou.
“O importante é que o impasse está terminando”
Para o secretário de Estado de Coordenação e Articulação, deputado estadual Valdir Cobalchini, o importante nesse momento é que o impasse está chegando ao fim e a continuidade do ensino superior, sem prejuízo, para os alunos está sendo garantida.
Acompanhando a distância o processo que resultou na saída de Caçador da UnC, Cobalchini afirma que só entrou no circuito por entender que Caçador não pode ficar sem universidade. “Tenho o meu compromisso com Caçador e se a situação chegou nesse ponto, tenho trabalhado para garantir a continuidade da universidade”, resumiu. “A universidade é o fator essencial para o nosso desenvolvimento e seria inaceitável, sob todos os aspectos, Caçador ficar sem universidade”, completou.
O secretário disse que vai continuar acompanhando todo o processo até seu desfecho. “Como representante de Caçador aqui em Florianópolis não poderia ficar fora dessa situação, por isso prontamente fui ao conselho estadual buscar uma solução e hoje estou recebendo essa boa notícia do presidente Adelcio Machado, ao qual agradeço antecipadamente”, concluiu.
Disponível em: http://www.cacador.net/portal/Noticias. Acesso em 08/11/2009.
e em; http://www.aloguia.com/noticia. Acesso em 07/11/2009. (Autor: Frutuoso Oliveira, de Florianópolis)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Professores da UnC pedem a presença do CEE/SC em Caçador


Conselho de Educação é chamado à responsabilidade

A Associação dos Funcionários e Professores da Universidade do Contestado de Caçador enviou oficio ao presidente do Conselho Estadual de Educação - CEE/SC, solicitando sua presença nesta cidade, para que sejamdefinidas ações imediatamente que garantam a continuidade da UnC nesta cidade.


Ilmo Sr.
Adelcio Machado
DD. Presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina – CEE-SC
Florianópolis – SC

Prezado Senhor

Considerando a situação vivida pela Universidade do Contestado - UnC, em função da intenção de saída do campus de Caçador da mesma, e entendendo que esta situação fere os interesses da coletividade regional, no que se refere à educação superior, os professores e funcionários de Caçador, através de sua entidade associativa, por decisão em Assembléia Geral Extraordinária (Ata em anexo), vem à Vossa Senhoria solicitar os seguintes esclarecimentos:

- Uma vez que Santa Catarina possui um sistema de educação superior, coordenado pelo CEE, do qual o senhor é presidente, onde, parte, está vinculada a uma organização através de fundações municipais entendidas como de terceiro setor, compreensão questionável em muitos aspectos, e que em função de contextos fez com que estas fundações se unissem e criassem um projeto de universidade reconhecido, aprovado e recredenciado por este Conselho, com inúmeros problemas, inclusive, que não possibilitavam o desenvolvimento da instituição como universidade. Estes fatos podem ser observados através dos registros apresentados em documento em anexo – Capítulo V da tese de doutoramento do Prof. Ludimar Pegoraro. Segundo o que consta do documento, o CEE ao reconhecer e recredenciar a UnC apenas fez, na maior parte das vezes, constatações de documentos e não verificação “in loco” dos fatos e/ou com os envolvidos. Isso tanto é verdade que nós professores e funcionários quando das visitas das comissões de acompanhamento para reconhecimento e, mais tarde, para recredenciamento, nós enquanto associação, e mesmo fora dela, não fomos ouvidos. Em virtude desta postura indolente, a UnC sempre teve problemas, e estes não foram tratados com a finalidade de solucioná-los, isso fez com que ela entrasse em processo de dissolução. Entendemos que a UnC é instituição da sociedade regional e que não pode ficar a mercê de grupos, por isso questionamos o CEE, como órgão público regulador e fiscalizador, como se posiciona, agora, diante da situação vivida pela instituição em que Caçador se desliga da universidade, atendendo a interesses particulares e contrariando a vontade da comunidade acadêmica e da sociedade em geral?

- No atual estágio da UnC quais são as garantias da comunidade regional, no que se refere a continuidade dos processos de formação profissional superior como universidade, considerando que Caçador não teria o status que tem fora da UnC e que agora se retira do processo da universidade?

- Como fica o oferecimento do vestibular 2010 se Caçador já não faz parte da UnC e não tem direito aos cursos?

Levando em conta estas e outras problemáticas da UnC como instituição representativa da sociedade regional, no processo de formação profissional superior, conclamamos a presença, em Caçador, de uma comissão deste egrégio Conselho, para que conjuntamente à comunidade acadêmica possamos definir ações que garantam a continuidade da UnC, defesa já propagada por esta Associação.

Para finalizar, entendemos que o CEE, ao reconhecer e recredenciar a UnC gerou expectativas junto à comunidade regional, embora não tendo observado e garantido procedimentos legais que lhe possibilitassem futuro. Portanto, entendemos, que o CEE juntamente com a Promotoria Pública, também, são responsáveis com o que se sucede na UnC.

Sem mais, aguardamos manifestação.
Atenciosamente,

Itamar Fávero
Presidente da Associação dos Funcionários e Professores da UnC Campus de Caçador